quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Alexandre Garcia: estratégia de defender ‘Amazônia azul’

A construção de mais cinco submarinos é uma decisão estratégica da Marinha. O historiador Xenofonte conta que Ciro, antes de se tornar rei da Pérsia, recebeu uma delegação egípcia tendo a seu lado uma formação de mil arqueiros vestidos para guerra.
O rei, tio dele, o repreendeu por intimidar os visitantes, ao que Ciro respondeu: “Se demonstras força, todos querem ser teus aliados; ao contrário, se mostras fraqueza, ninguém te dará importância. E se tendo riquezas e não demonstras força, atrairás sobre tua cabeça todas as ambições do mundo”.
Submarino de propulsão nuclear e o poder de construí-lo fazem parte dessa força de dissuasão. Ordem do dia da diretoria de material da Marinha lembra que o programa começou em 1982, que agora deslancha num caminho sem volta e que seus frutos na administração pública e iniciativa privada irão além do submarino.
A ordem do dia chama várias vezes o Atlântico sul de “Amazônia azul”. Quais são os perigos efetivos? Se o petróleo escassear ainda mais e nossas reservas se tornarem ainda mais importantes, nossas plataformas representarão um imenso poder.
A Marinha de superfície pode mostrar presença, mas só o submarino pode representar ameaça de retaliação se plataformas forem tomadas ou sabotadas. Os romanos chamavam o Mediterrâneo de “Mare nostrum”. Chamar o Atlântico sul de “Amazônia azul” traz a idéia de um “Mare nostrum” brasileiro.

Fonte: globo.com/bomdiabrasil

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